Em Portugal, cada habitação recebe um certificado energético oficial, classificado de A+ a F. A classe A+ é a melhor nota da escala. Eis como a atingimos nas nossas casas novas, e porque muda a vida do proprietário, do conforto de verão ao valor de revenda.
O certificado energético português
O certificado energético é emitido por um perito qualificado, no quadro do sistema nacional de certificação (SCE, gerido pela ADENE). É obrigatório para vender ou arrendar um imóvel, e classifica o desempenho real da habitação: envolvente, sistemas, produção de energia. Numa construção nova, a classe visada inscreve-se desde o projeto térmico entregue com a licença.
Porquê visar A+
- O conforto, inverno e verão. Uma casa A+ mantém-se amena sem sobreconsumir: fresca em agosto, suave em janeiro.
- As faturas. A energia não consumida é a primeira fonte de poupança ao longo da vida da casa.
- O valor do imóvel. No mercado português, um imóvel de classe A vende-se em média 14% mais caro do que um de classe E com a mesma área, e vende-se mais depressa.
- As condições bancárias. Vários bancos portugueses reservam as melhores condições para as habitações mais bem classificadas.
A envolvente: isolamento e estanquidade ao ar
Tudo parte da envolvente. As nossas paredes de estrutura de madeira alojam uma espessura generosa de isolamento de origem biológica na própria estrutura, sem pontes térmicas relevantes. As caixilharias com vidro duplo eficiente e a continuidade do isolamento (pavimentos, cobertura, ligações) completam o conjunto.
O segundo pilar é a estanquidade ao ar: membranas contínuas, ligações cuidadas, atravessamentos controlados. Desenha-se em projeto e controla-se no fim da obra com uma medição dedicada. É ela que faz a diferença entre uma classe afixada e um desempenho vivido.
A classe A+ decide-se na conceção, não na receção. A estanquidade ao ar não se recupera depois: desenha-se, aplica-se, depois mede-se. É um trabalho de método, não de materiais milagrosos.
Ventilação e conforto de verão
Uma envolvente estanque exige uma ventilação controlada: a ventilação com recuperação de calor renova o ar recuperando o calor (ou a frescura) do ar extraído. Para o verão português, a conceção faz o resto: proteções solares (beirados, portadas, orientação), vidros adequados e ventilação noturna mantêm a frescura sem ar condicionado sobredimensionado.
Os equipamentos: produzir e gerir
Sobre uma envolvente eficiente, equipamentos sóbrios bastam: bomba de calor ar/água para aquecimento e águas quentes e, consoante o projeto, fotovoltaico em autoconsumo. A ordem das prioridades conta: isola-se primeiro, equipa-se depois. Um equipamento potente numa envolvente medíocre apenas desloca o problema para a fatura.
O que muda com a estrutura de madeira
O princípio construtivo serve diretamente o desempenho: o isolamento ocupa a espessura da parede em vez de se lhe acrescentar, a pré-fabricação em oficina garante a precisão das ligações e a obra seca preserva as membranas de estanquidade. É por isso que a classe A+ é o nosso padrão de entrega, inscrito no contrato com os outros compromissos de desempenho.
Perguntas frequentes
A classe A+ custa muito mais a construir?
O custo adicional está no isolamento, nas caixilharias, na estanquidade ao ar e na ventilação. É largamente recuperado nas despesas e reflete-se no valor de revenda do imóvel.
O certificado energético é obrigatório em Portugal?
Sim, para vender ou arrendar uma habitação. É emitido por um perito qualificado no quadro do Sistema de Certificação Energética (SCE).
Pode atingir-se A+ sem ar condicionado?
Sim. Com uma envolvente isolada e estanque, proteções solares bem concebidas e uma ventilação controlada, o conforto de verão obtém-se sem ar condicionado sobredimensionado, incluindo no sul.
Uma casa A+ para o seu projeto?
Diga-nos a sua região e o seu programa: explicamos como a classe A+ cabe no seu orçamento, gratuitamente.
Estudar o meu projetoLeia também: porquê a estrutura de madeira em Portugal · o Pack Energia para o existente · o preço de uma casa de madeira.
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